Nas áreas externas, ele se destaca pela estética, o aceno ao conforto e a sofisticação dos espaços: o deck de madeira, frequentemente associado às áreas de piscinas, desempenha um papel fundamental na organização do espaço. Junto com a fluidez na circulação, sua estrutura atribui segurança e funcionalidade.
As razões para considerar o elemento natural na concepção do projeto são inúmeras. Além da integração com o projeto de arquitetura e o paisagismo, em diferentes abordagens o deck de madeira articula níveis, conecta usos e estabelece uma relação direta entre arquitetura e paisagem.
A partir de projetos realizados pelas arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, do escritório Paiva e Passarini Arquitetura e Design, e Cristiane Schiavoni, acompanhe os bons motivos para implementar e mais detalhes sobre o piso:
Biofilia e bem-estar
Se na arquitetura de interiores vivemos um desejo tão proeminente de conexão com o natural, na parte externa das residências ou condomínios esse anseio fica muito mais evidente dentro de uma abordagem biofílica dos projetos. Esteticamente, a madeira inspira harmoniza, acolhimento e permanência, considerando que essas áreas precisam, de fato, entregar essas sensações durante os momentos de lazer.
A beleza importa, mas não é só isso: o deck de madeira também é um fator de decisão no quesito no conforto térmico. Diferente de revestimentos cerâmicos ou pedras naturais, a madeira apresenta menor absorção e retenção de calor, tornando-se mais agradável ao toque mesmo sob exposição direta ao sol.
Essa característica é especialmente relevante em áreas de piscina, onde o impulso por andar descalço é constante. Além disso, a madeira possui baixa condutividade térmica, o que contribui para uma experiência sensorial convidativa.
Tipos de madeira e conservação
Não é qualquer madeira que está habilitada para se tornar um deck de madeira. Devido à exposição às intempéries da natureza como o sol e a chuva, o material precisa ser de alta resistência mecânica, agregar propriedades contra o ataque de fungos, cupins e umidade, além de apresentar a densidade para suportar o peso da estrutura. Entre as mais indicadas estão o Ipê, Cumaru e Jatobá, entre outras.
Fator plus
Outra boa razão está na valorização visual e financeira que o deck entrega aos projetos. Com a implementação da madeira, tanto em situações de aluguel ou venda, o valor venal do imóvel é elevado – desde que, claro, tenha sido bem executado e recebido os cuidados de manutenção necessários para a durabilidade do piso.
Deck de madeira sem ser de madeira?
A resposta é sim: matérias-primas como PVC e polipropileno e compostos plásticos (WPC), que contemplam plástico com fibra de madeira reciclada, são alternativas conhecidas hoje como deck ecológico.
Foto: Vitor Martins/Divulgação
BEM Pensado
Decks de madeira transformam a experiência das áreas externas
Projetos exploram o piso elevado em uma articulação que envolve o paisagismo, lazer, desempenho técnico e o bem-estar dos usuários

