Doença de Parkinson é tema de Simpósio para Cuidadores e Pacientes em Rio Preto

SAÚDE

Doença de Parkinson é tema de Simpósio para Cuidadores e Pacientes em Rio Preto

Nesta sexta-feira, dia 5 de maio, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) sediará a quarta edição do Simpósio para Cuidadores e Pacientes, promovido em conjunto com o Ambulatório de Transtorno de Movimento do Hospital de Base.

O evento, que é gratuito, abordará a Doença de Parkinson sob diversas perspectiva, por meio da troca de experiências entre médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, cuidadores e pacientes. 

Quem convive com a doença ou algum paciente sabe que não é fácil no dia a dia. Ainda há muito desconhecimento e preconceito em relação a doença que tem entre um dos maiores sintomas os tremores .

A doença de Parkinson é uma doença neurológica, crônica e progressiva, resultante da degeneração das células do cérebro que são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida, mas a deficiência da dopamina provoca alterações funcionais que estão envolvidas no controle dos movimentos, causando o aparecimento dos principais sinais e sintomas da doença, que são tremores, rigidez, bradicinesia (movimento lento) e alteração do equilíbrio.

A Doença de Parkinson costuma instalar-se de forma lenta e progressiva, em geral em torno dos 60 anos de idade, embora 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos (parkinsonismo de início precoce) e até em menores de 21 anos (parkinsonismo juvenil). Ela afeta ambos os sexos. Normalmente, os sintomas aparecem inicialmente só de um lado do corpo e o paciente normalmente se queixa que “um lado não consegue acompanhar o outro”.

Em Rio Preto, pelo menos 10% dos pacientes da especialidade de neurologia, têm parkison. A neurologista Marisa Fonseca explica que “ao menor sintoma, deve-se procurar a Unidade Básica de Saúde para agendamento de consulta com o clínico geral, que encaminhará ao neurologista no Ambulatório de Especialidades. O diagnóstico será constatado pelo neurologista através de exames clínicos neurológicos. O tratamento é farmacológico e gratuito”, explica

Se você quiser saber mais sobre o assunto, ainda dá tempo de participar do IV Simpósio para Cuidadores e Pacientes, que acontece, nesta sexta-feira, das 14h às 18h, no  Anfiteatro Fleury, localizado na sede na FAMERP em Rio Preto.

Programação do Simpósio:

– Abertura – Entendendo a Doença de Parkinson, com o Neurologista Fábio de Nazaré,
– Aspectos Emocionais sobre a Doença de Parkinson, com a Psicóloga Karina Kelly Borges,
– Dificuldade para falar e Doença de Parkinson, com a Fonoaudióloga Lana Bianchini,
– Estratégias de Adaptação na Doença de Parkinson, com a Terapeuta Ocupacional Maysa Bianchin,
– Problemas na deglutição e Doença de Parkinson, com a Fonoaudióloga Glaucia Trindade,
– Canto Coral e Doença de Parkinson, com a Fonoaudióloga Lilian Zaniboni,
– Trabalho da Fisioterapia na Prevenção de quedas, com o Fisioterapeuta Marcos Foss,
– Tratamento da Doença de Parkinson, com o Neurologista Lauro Gonçalves.

Reportagem: Andressa Zafalon / Notícias do Bem 05/05/2017

05/05/2017 09:20

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