22 e 23/7 – Teatro – A solidão do feio

Dias 22 e 23/7 (segunda e terça-feira), às 19h, no Teatro Municipal Nelson Castro. Ingressos esgotados


Quem são os escritores insuficientemente celebrados na cultura brasileira? Quais inteligências e sensibilidades foram forçadamente mantidas à margem pelos processos racistas? Certamente, Lima Barreto está entre eles. O autor de Triste fim de Policarpo Quaresma recentementtem merecido algumas montagens teatrais alinhadas a um amplo movimento de repovoamento do teatro com personagens da cultura negra brasileira. Para o grupo Os Crespos, a peça é um passo a mais na pesquisa sobre masculinidades negras, incorporada pelo ator  e diretor Sidney Santiago. Quem está em cena é ele, de início, em um preâmbulo que toma a forma de uma intervenção, prévia à entrada no teatro, em que o personagem retratado pode, metaforicamente, ressuscitar para melhor contar-se. Já acomodados no palco e na plateia, o ator expõe ao público, em primeira pessoa, pensamentos e anseios que permearam a vida de Lima Barreto. Enquanto Hilton Cobra, em Tragam-me a cabeça de Lima Barreto, apresenta uma espécie de peça-palestra analítica cuja contundência atinge o discurso eugenista em que se baseia o racismo, o espetáculo dos Crespos aposta mais na teatralidade para compartilhar algumas das “muitas paisagens” que Lima Barreto diz ter dentro de si, a se digladiarem, e, assim, romper o silêncio que, também o diz, é o que lhe rói. Um personagem insubmisso, a quem a morte não cala.

Dias 22 e 23 de julho (segunda e terça-feira), às 19h
Teatro Municipal Nelson Castro (Av. Feliciano Salles Cunha, 1020)
Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto
Ingressos esgotados

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