O desafio da maternidade solo

BEM PENSADO – ESPECIAL MÃES

Nossa jornalista Vânia Nocchi fala sobre os desafios e as alegrias de ser mãe solo

Psicóloga, motorista, professora, enfermeira, animadora, orientadora, faxineira – sou tudo isso e muito mais!

Por mais incrível que possa parecer, a maternidade solo continua sendo um verdadeiro desafio em pleno século 21. Desafio porque a sociedade como um todo (incluindo o mercado de trabalho e outros segmentos essenciais) ainda enxerga a mãe solteira (seja por opção ou não) com olhos desconfiados – pra não dizer preconceituosos. Os desafios estão ali, no dia a dia. Educar uma criança, oferecer o melhor a ela, garantir que tenha saúde e instrução, além de trabalhar para manter a casa e resolver todos os problemas – que qualquer família tem – é um pouco mais complicado quando se faz tudo sozinha. E é fato que, muitas vezes, o julgamento social chateia. Isso sem citar, por exemplo, quando é necessário enfrentar uma verdadeira maratona judicial para garantir os direitos da cria – é uma coisa que, infelizmente, acontece bastante. Certas coisas são cansativas, mas nada disso me desanima.

OHoje em dia, não é difícil encontrar por aí exemplos de mães solo realizadas, felizes. Mulheres guerreiras, trabalhadoras e batalhadoras que enfrentam as dificuldades com força e coragem. Que se levantam, diariamente, para enfrentar aquilo que muitas pessoas não enfrentariam sozinhas. Como costumo dizer, somos psicólogas, motoristas, professoras, enfermeiras, animadoras, orientadoras, cozinheiras, faxineiras… E ainda assumimos outras várias funções, que vão de acordo com as necessidades que surgem a cada novo desafio. Muitas vezes, não temos a quem recorrer num momento de dificuldade, a rotina diária cabe a nós e é isso que, com certeza, nos deixa mais fortes.

Não gosto de romantizar a maternidade. Passei por muitos momentos difíceis ao longo da minha vida como mãe e ainda hoje, com um filho já na adolescência, afirmo: não estou livre de dificuldades e problemas. Romantizar seria hipócrita da minha parte. O preconceito ainda existe e, muitas vezes, ele sai de dentro de nossas próprias casas e machuca. Mas, quando vejo o resultado disso, de tudo o que vivi e tudo o que passei, sinto orgulho. Orgulho de ter criado um filho tão maravilhoso – que me ensina todos os dias que o amor incondicional não tem limites -, orgulho de matar um leão por dia, de ter me tornado tão forte, madura e realizada como mãe. Continuo aprendendo a lidar com a maternidade, todos os dias. Continuo aprendendo com os erros, com as lutas, com as dificuldades. Mas, não pretendo ser uma mãe perfeita: ver meu filho feliz me basta!

Texto: Vânia Nocchi/Notícias do Bem

04/05/2016

04/05/2016 16:15

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