ONG convoca a sociedade em prol do combate a homofobia e a transfobia

#RioPretoSemHomofobia

ONG convoca a sociedade em prol do combate a homofobia e a transfobia

A hashtag #RioPretoSemHomofobia está circulando nas redes sociais de São José do Rio Preto/SP. Trata-se de uma campanha realizada pelo Gada (organização não governamental que tem como plataforma de atuação a promoção da saúde integral e os Direitos Humanos), em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade. #RioPretoSemHomofobia valoriza o respeito à diversidade e pretende dar visibilidade positiva à causa, afinal, uma sociedade que conviva pacificamente com as diferenças ainda é, para o coordenador técnico do Gada, Fabio Takahashi, “um verdadeiro desafio para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)”.

DeFoi apenas em 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de distúrbios mentais. Por isso, amanhã (Dia Internacional de Combate à Homofobia e à Transfobia) é uma data importante para a comunidade que, ao longo de décadas, vem buscando a conscientização da sociedade a fim de que atos de violência e crimes motivados pelo preconceito e pela intolerância sejam definitivamente extintos. Além de promover a campanha nas redes sociais (que incentiva as pessoas a publicarem mensagens e imagens que valorizam o respeito às diferentes formas de orientação sexual e identidade de gênero), uma equipe de voluntários da campanha #RioPretoSemHomofobia realiza visitas de sensibilização às autoridades locais e percorrem pontos estratégicos com as ‘tags’, que trazem frases de combate à homofobia e à transfobia. A ideia é propor um diálogo e integrar a sociedade frente às questões ligadas ao universo LGBT.

O que é o Gada?

A história do Gada se confunde com a de Nair Pereira que, no início da década de 1990 transformou a dor da perda de um filho com Aids em trampolim para ajudar outros doentes e seus familiares. Com a ajuda de um grupo de voluntários, ela percorria a periferia da cidade levando ajuda material e principalmente emocional aos portadores de Aids por meio de um atendimento humanizado. A partir da dedicação daquelas pessoas, a instituição – cuja sigla significa Grupo de Amparo aos Doentes de Aids – ganhou sede própria e, aos poucos, ampliou seu campo de atuação.

A sigla continua a mesma, mas hoje a ONG mantém o Centro de Referência em Direitos Humanos LGBT, que oferece gratuitamente apoio social, jurídico e psicológico para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e seus parceiros e familiares. ”Realizamos, atualmente, cerca de 20 mil atendimentos por ano. Qualquer pessoa que tenha sofrido algum tipo de violência ou discriminação motivada pelo preconceito sobre a sua orientação sexual ou identidade de gênero pode nos procurar, pois nosso objetivo é impedir que esse tipo de prática continue”, afirma Takahashi. Ainda segundo ele, a ajuda promove nos membros do Gada a sensação de dever cumprido: “não há realização maior do que ajudar essas pessoas a serem recompensadas, de alguma maneira, pelo mal que sofreram”.

O Gada funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Para obter apoio da instituição, é necessário realizar agendamento pelo telefone (17) 3234-6296.Todo atendimento é gratuito.

Reportagem: Vânia Nocchi / Notícias do Bem
Fotos: Ricardo Boni / Notícias do Bem

16/05/2016

15/05/2016 15:10

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