Registros espontâneos

Victor Natureza conta em sua crônica desta semana como muitas vezes a melhor foto aparece de repente, sem estar nos planos

Era mais uma tarde em que Rio Preto recebia a vista da Esquadrilha da Fumaça. E pela segunda vez, como fotógrafo, fui com a intenção de registrar este momento com a ideia de conseguir boas fotos. Afinal de contas, a primeira vez que tentei o clima não ajudou, choveu muito e o céu estava muito nublado.

Saí de casa bem animado, porque o clima estava muito bom, céu azul, que já imaginava nas imagens que iria conseguir, e pensando dessa vez vai dar certo.

Chegando lá, posicionei em um local que foi reservado para os fotógrafos, comecei fazendo fotos nas aeronaves estacionadas, com o tempo fui acompanhando a movimentação da equipe. Depois de um tempo, chegou o grande momento, os motores foram ligados, já veio uma forte emoção em escutar aquele barulho. E como imaginei o show foi muito bom, e as fotos dessa vez tiveram um bom resultado. No final da apresentação, percebi que os pilotos foram em direção do público.

Imediatamente, me posicionei para fazer mais fotos, imaginando que seria legal esse momento de interação com o público. De repente, começo a escutar gritos, me chamando, olho para trás, era a neta da Dona Clementina, pedindo para eu chamar um dos pilotos para a vó dela poder cumprimentar.

Dona Clementina com mais de 90 anos na época, ama a esquadrilha da fumaça e fez questão de ir ver, e não queria perder a oportunidade de agradecer um dos pilotos. Me dirigi a um dos pilotos e avisei a situação, depois isso só me posicionei para fazer as fotos. E foi deste encontro inusitado que consegui a foto do dia, a foto que não imaginei, fui pensando nas fotos das aeronaves lá no céu durante a apresentação, e ganhei uma foto muito mais significativa, cheia de emoção e história.

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