Ser feliz faz bem ao coração

DICA DO ESPECIALISTA

Ser feliz faz bem ao coração…

Pessoas felizes vivem mais e melhor, enquanto pessoas estressadas, mal humoradas ou depressivas tendem a viver menos. Essa é a conclusão de pesquisadores do University College, de Londres, responsáveis por um estudo que afirma que a felicidade está diretamente ligada ao bom funcionamento do sistema cardiovascular. Ou seja: quem é feliz tem menos chances de ter um problema no coração.

A felicidade está associada a diversos aspectos, como as relações sociais, o bom desempenho no trabalho e a capacidade de lidar bem com as próprias atitudes, livrando-se de sentimentos como culpa e arrependimento. Pesquisas já demonstraram que a felicidade é contagiante. Quando vivemos mais próximos a pessoas bem humoradas, tendemos a lidar melhor com as situações do dia a dia. Se somos ligados a pessoas otimistas, os problemas não tomam grandes dimensões.

É certo que, para ser feliz, segundo outro estudo, é necessário ter boas relações. O psiquiatra Robert Waldinger, da Harvard Medical School, afirma que, durante a pesquisa feita ao longo de 75 anos, três lições foram aprendidas: a solidão mata, não basta ter muitos amigos – o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas – e as boas relações protegem o corpo e o cérebro.

Atenção aos fatores de risco!

O Prof. Emérito da FAMERP, UNICAMP e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e pró-reitor de Pós-graduação da FAMERP, Dr. Domingo Braile, concorda que a felicidade é o primeiro fator relacionado às doenças cardiovasculares que deve ser levado em conta. Ele considera que ser feliz é o primeiro passo para ser saudável. No entanto, alerta que existem outros fatores de risco importantes, não modificáveis (como hereditariedade, gênero e idade) e modificáveis, em que o comportamento pode aumentar os riscos (hipertensão, diabetes, tabagismo, alimentação inadequada, colesterol e triglicérides elevados, excessivo consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e obesidade). Segundo ele, “hábitos saudáveis podem reduzir os riscos de doenças do sistema circulatório e coração”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a alimentação segura e saudável e a atividade física como fundamentais para a manutenção da saúde. Os hábitos saudáveis fortalecem corpo e mente, evitando doenças e garantindo qualidade de vida.

Qual é a melhor dieta para o coração?

Um estudo recente da Universidade de Barcelona concluiu que uma dieta baseada na combinação de técnicas culinárias e alimentos da região do Mar Mediterrâneo seria capaz de evitar cerca de 30% das mortes por doenças cardiovasculares, ataque cardíaco e derrames. Os principais pontos da dieta mediterrânea são: o adeus aos industrializados, o consumo de peixes, frutas, vegetais, castanhas e grãos integrais, a ingestão de duas colheres diárias de azeite de oliva, a ingestão de laticínios e de uma taça de vinho tinto por dia. A dieta mediterrânea é um conjunto de hábitos e não um cardápio emergencial, deve ser seguida de forma contínua como um processo de reeducação alimentar. Uma dieta adequada, com bons hábitos e boas relações interpessoais são, portanto, a melhor maneira de se manter saudável. O coração agradece.

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