Ser mãe é saber lidar com as surpresas da vida

MÃE DE REPENTE

Nossa jornalista Fernanda Peixe fala sobre o instinto de ser mãe sem planos

Prepare-se. A vida pode nos surpreender muito e a qualquer momento! Eu, que nunca imaginei ser mãe, hoje sou mãe em dose tripla e em tempo integral. No meu coração, nas minhas atitudes e nos meus pensamentos.

Pois é, a maternidade nunca esteve nos meus planos de criança porque eu sempre preferi as brincadeiras dos meus primos e amigos – correr, jogar bola, subir em árvores, fazer artes na escola, brincar de lutinha. E não é que o destino acertou em cheio me presenteando com dois filhos e um cachorro!? Aquelas brincadeiras de antes hoje fazem o maior sucesso aqui em casa!

Cá entre nós, juro que seria muito mais desafiador ser mãe de meninas, porque no máximo sei passar um batom (minha irmã linda Amanda Peixe é prova disso!) Meu instinto leonino me pregou uma peça quando meu filho mais velho, o Léo, de 10 anos, nasceu.

Abrindo um parêntese (e até vale um parágrafo) na minha história, eu engravidei na primeira semana que conheci o fotógrafo Ricardo Boni, hoje meu marido e meu sócio aqui no Notícias do Bem. A notícia veio como uma bomba em nossas vidas (minhas pernas tremem ao lembrar do resultado positivo no teste de gravidez da farmácia), já que nem nos conhecíamos direito. O Léo veio para construirmos nossa história e me mostrar que ser mãe é natural, é possível, é incrível! Aos 24 anos eu não conseguia segurar o amor que sentia (e sinto todos os dias) dentro de mim. Olhava para o Léo, chorava e me desesperava: “Se algo acontecer com você, meu filho, estou enrolada”!

FernandaCada dia da vida de uma mãe é um aprendizado. Cada fase é uma descoberta. A cada hora a gente descobre que o conceito, o ideal, é muito relativo perto dos tropeços e acertos da realidade materna. E nesta arte de tentar acertar eu marquei um golaço – adotamos o nosso Joplin (sou fã incondicional da cantora Janis Joplin, por isso escolhi o sobrenome na minha diva, já que meu destino era ser rodeada por machos, mesmo) – ele só veio para encher nossa casa de amor, brincadeiras e carinho.

Aí eu respirei. Me senti a mãe-especialista e a hora que eu achei que estava “craque” na função, veio o Lucca em 2013. Um garoto sapeca demais, que chegou para bagunçar ainda mais toda aquela história de que existe uma regra para ser mãe. Mesmo com a cara idêntica ao Léo (tenha paciência, mas os dois são a cara do pai, aff!), ele chegou para me desafiar novamente na arte de ser mãe!!!

Ver dois irmãos brincando e brigando pela casa me faz entender que a vida realmente vale a pena e que livros são bons mesmo para se divertir, ler historias e não para ser seguidos. Ai, se eu contasse tudo, esse artigo poderia se transformar em um livro… De tudo que passei, só sei uma coisa: lá na minha infância e na minha adolescência eu esqueci de desejar uma das melhores coisas desta vida: SER MÃE. DE DOIS AINDA, É MUITO MELHOR!!!

Fernanda Peixe, mãe dois filhos e um cachorro – Léo (10 anos), Joplin (5 anos) e Lucca (3 anos).

Texto: Fernanda Peixe / Notícias do Bem

Fotos Fernanda com as crianças: Eloísa Mattos / Divulgação

Foto Fernanda com as crianças e o cachorro: Ricardo Boni / Notícias do Bem

05/05/2016

05/05/2016 12:21

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